Clínica de Medicina Endoscópica

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» A escolha do médico

É muito importante que o paciente tenha confiança no profissional

A escolha do seu médico é um procedimento que merece cuidado, porque viver com saúde é algo sério. Apesar de saber disso, muitas pessoas não sabem como escolher um profissional.

A preferência por determinado profissional de saúde varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Segundo o médico José Alexandre Portinho*, antes de optar por um determinado profissional de saúde é necessário questionar o porquê da necessidade e se conscientizar de que é importante confiar nele e fazer visitas médicas periódicas mesmo sem estar doente .

“Geralmente, as pessoas só vão ao médico quando estão com algum problema de saúde ou alguma doença. E a escolha é feita de uma maneira muito rápida. Algumas vezes, as pessoas percebem um problema de saúde e, mesmo assim, não vão ao médico. Esperam até o último momento em que podem agüentar. Nessa situação, a escolha do médico é feita de uma maneira inesperada e às vezes o profissional adequando não é encontrado. Com isso, a possibilidade de complicações é maior a ponto de dificultar o tratamento”, ressalta.

Dr. Portinho explica que a sociedade está passando por mudanças no comportamento em relação à saúde, pois atualmente há muitas informações nos meios de comunicação e, desta forma, as pessoas estão começando a ter consciência de que é importante se cuidar.

“Essa transformação não é fácil, mas é importante, porque diminui a chance de as pessoas ficarem doentes, ou seja, as pessoas podem viver com saúde por períodos maiores. O ideal, é trazer para si a responsabilidade de sua saúde, adquirindo hábitos saudáveis”, ressalta.

O médico aconselha a escolha de um profissional habilidoso para cuidar da saúde em geral, pois ele poderá encaminhar para outro especialista quando for necessário. “Esse médico será o seu clínico geral e sua atuação profissional deverá estabelecer um relacionamento de confiança duradoura, pois assim serão adotadas medidas preventivas para a manutenção da saúde. As consultas iniciais devem ser feitas mesmo quando você não está doente. Orientações preventivas de saúde fazem parte do dever do médico. Portanto, o médico com essa qualificação deve ser encontrado”, destaca.

É muito importante que você goste e confie no profissional que escolher. Neste caso, algumas coisas devem ser levadas em consideração. Para o Drº Portinho, deve ser observado se foi tratado com respeito e cortesia, se o consultório é arrumado, confortável e, principalmente, limpo.

“Também é importante, sentir que foi tratado com atenção, respeito e dignidade. Se não ficou satisfeito, faça outra tentativa, até encontrar o médico que tenha qualificações para trabalhar com eficiência na preservação de sua saúde. A decisão no direcionamento de sua saúde deve ser sua. O médico deve garantir que você fique informado e preparado”, aconselha.

Pontos a serem analisados pelo paciente:

- Apresentação impecável;
- Consultório limpo e arrumado. “Nada justifica o descuidado com a aparência”, frisa Drº Portinho;
- Competência;
- Respeito;
- Saber orientar;
- Postura;
- Bom humor;
- Empatia;
- Sensibilidade;
- Gentileza;
- Cortesia;
- Disposição para resolver os problemas;
- Sinceridade;
- Transparência;
- Atenção.

Segundo Drº Portinho, o bom médico deve ser um pouco psicólogo porque precisa compreender a queixa do paciente. “A psicologia faz parte do currículo médico, pois ajuda no esclarecimento das informações principais, que são importantes para o diagnóstico e tratamento de determinada doença”, explica.

Pontos que distanciam os médicos dos pacientes:

- Falta de empatia;
- Tratamento frio;
- Impessoal;
- Secretárias e atendentes despreparadas;
- Consultórios inadequados;
- Inabilidade do médico de se comunicar e estabelecer confiança;
- Incoerência (“por exemplo, cardiologista que fuma ou obeso que trata de obesidade”);
- Incompetência.

* José Alexandre Portinho é ginecologista, doutor e mestre em ginecologia pela UFRJ e é membro da Sociedade de Ginecologista e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro, diretor da Clínica de Medicina Endoscópica (CME).