Clínica de Medicina Endoscópica

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» Como tratar as hemorragias na menstruação

Você já se imaginou ficando menstruada por 3 meses ou mais ininterruptamente? Pois é, não é normal, mas acontece com mais freqüência do que se imagina. No Brasil, essa é uma queixa constante e crescente, em média 30% das mulheres em período reprodutivo se queixam do problema e 90% das que estão no período da perimenopausa tem problemas com sangramento excessivo por vários motivos.Um número expressivo para ser levado em consideração pelos especialistas. Atualmente essa é a principal queixa de 2 milhões de mulheres a cada ano em consultórios médicos nos Estados Unidos.

Várias são as causas de hemorragia durante o ciclo menstrual. Na verdade em qualquer das fases da vida da mulher como, adolescência, período adulto, menopausa e senilidade podem ocorrer algum tipo de sangramento irregular. Dentre as principais causas ele cita o descontrole hormonal e a presença de lesão no útero. Algumas doenças podem levar a alterações hormonais no organismo e causar sangramento uterino irregular, porém, a presença de lesões no útero como mioma, pólipo, hiperplasia e câncer freqüentemente causam hemorragia na menstruação.

Quando o uso de remédios não é suficiente para o controle da hemorragia o tratamento cirúrgico é preconizado. Há alguns anos, mulheres que sofriam de hemorragias e não melhoravam com remédios, eram submetidas a uma histerectomia (cirurgia de retirada do útero), deixando muitas mulheres fragilizadas e sem esperanças de engravidar.

Uma das causas para o sangramento anormal pode ser um mioma uterino, nesse caso será necessária uma avaliação para saber as características desse mioma, como a quantidade, tamanho e localização dentro do útero. Esse detalhamento vai ser importante para o planejamento terapêutico do mioma. Os que se localizam na camada mais externa do útero (subserosos) e os que estão localizados dentro da musculatura do útero (intramurais), geralmente não causam hemorragia, necessitando apenas de acompanhamento, já os miomas localizados mais internamente da cavidade do útero (submucosos), podem causar hemorragia com muito mais freqüência. Essas hemorragias podem ser em pequena ou grande quantidade e pode se estender por meses, fazendo com que a mulher fique irritadiça, sem ânimo, com anemia, desconfortável e ansiosa, muitas mulheres se queixam que não tem mais vida sexual devido ao constante sangramento.

Quanto maior o número, tamanho e localização mais interna dos miomas no útero, aumenta a possibilidade de se ter hemorragias. Portanto, para se saber as características do mioma é necessária a realização de exames. Os principais exames são ultra-sonografia transvaginal e a videohisteroscopia diagnóstica. Com a ultra-sonografia pode-se fazer o diagnóstico das características dos miomas. Já com a videohisteroscopia, a visualização da cavidade uterina é mais detalhada, tornando possível à realização de biópsia para diferenciação entre as lesões benignas e malignas. Atualmente com a videohisteroscopia é possível retirar lesões do útero com mais eficácia deixando para traz métodos menos precisos como a curetagem uterina.

Através da videohisteroscopia pode-se realizar cirurgias como a miomectomia (cirurgia para retirada de miomas preservando o útero). Essa cirurgia tem duração de 30 minutos a 1 hora, com recuperação hospitalar menor que 24 horas, a mesma cirurgia pelo método tradicional leva em torno de 3 horas com permanência hospitalar de 3 a 4 dias. Em média, as cirurgias por videohisteroscopia são rápidas, e com resultado estético muito melhor.

Outra causa freqüente de sangramento irregular é a presença de pólipos dentro do útero. Essas lesões podem causar sangramento anormal tanto em mulheres no período reprodutivo, quanto nas que estão na menopausa, em uso ou não da terapia de reposição hormonal. Além disso, existe uma pequena possibilidade de malignização dos pólipos uterinos de 3,5%. Por isso, é recomendável a retirada cirúrgica dessas lesões.

Muitas mulheres podem ter um sangramento uterino anormal e não terem lesões uterinas como mioma ou pólipo. Na ausência de alterações no útero, o sangramento irregular normalmente é devido a um desequilíbrio hormonal ou fatores locais interferindo na coagulação do sangue no útero. Muitas pacientes com esse tipo de problema podem ser tratadas com remédios hormonais, antiinflamatórios e outras medicações. Entretanto, algumas mulheres continuam com sangramento irregular apesar do uso de medicações. Nesses casos a cirurgia será necessária, podendo ser utilizada a técnica por ablação do endométrio que consiste na retirada ou destruição da camada interna do útero (endométrio), que pode ser realizada também por videohisteroscopia, preservando o útero.replica watches, rolex replica

Dr. José Alexandre Portinho
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